Os tipos de busca, na prática.
Procurar uma decisão pode ser feito de três jeitos. Você pode procurar pela palavra exata, pelo significado ou pelos dois ao mesmo tempo. A diferença muda o que aparece. Aperte o botão abaixo e veja com seus próprios olhos.
Faça uma pergunta. Troque o tipo de busca.
Escolha um tipo de busca, escreva uma pergunta (ou use um dos exemplos) e aperte Pesquisar. Nada sai do seu navegador: os exemplos abaixo são reais e já estão na página, com link para a fonte oficial de cada um.
Cada uma, na analogia que você já conhece
Antes da explicação técnica, uma imagem do dia a dia do escritório. A diferença entre os três tipos de busca é a mesma que existe entre três jeitos de pesquisar que todo jurista já usou.
Busca lexical
É como procurar no índice remissivo de um código pela palavra exata. Se a entrada não usa o termo que você procurou, você não a encontra, ainda que o assunto esteja ali.
Tecnicamente, ela casa os termos que você digitou com os que estão escritos no documento, do jeito que estão. É a busca clássica de "controle F": precisa e rápida, mas literal. Se a decisão diz a mesma coisa com outras palavras, ela passa batido.
Bom para: número de processo, nome de uma lei, uma expressão técnica que você sabe que está no texto.
Busca semântica
É como pedir ao estagiário que leu tudo e entende o conceito: ele traz o julgado certo mesmo que você descreva o caso com outras palavras, porque entende do que se trata, não só as letras.
Tecnicamente, ela compara o significado da sua pergunta com o significado de cada documento. Aprende que "nome sujo", "negativação" e "cadastro de proteção ao crédito" falam do mesmo assunto, e traz a decisão certa mesmo com outras palavras.
Bom para: perguntar em linguagem do dia a dia, quando você não conhece o termo técnico exato.
Busca híbrida
É o índice remissivo e o estagiário trabalhando juntos, um conferindo o outro: a palavra exata garante que nada literal escape, e o entendimento garante que nada relevante fique de fora por causa da redação.
Tecnicamente, ela combina os dois sinais e ordena pelo melhor de cada. Junta a precisão da palavra exata com o alcance do significado, então você não perde nem o que está escrito literalmente, nem o que está dito de outro jeito.
É o padrão do iaJus: você não precisa escolher; a plataforma usa o melhor dos dois.
No Direito, a mesma ideia tem mil redações
Tribunais diferentes escrevem a mesma tese com palavras diferentes. Um fala em "dano moral por negativação indevida", outro em "inscrição irregular em cadastro de inadimplentes", outro em "abalo de crédito". É a mesma matéria.
Uma busca só por palavra exata encontraria apenas a redação que você imaginou e deixaria de fora todo o resto. É por isso que o iaJus usa busca híbrida por padrão: ela reúne as várias redações da mesma ideia, sem você precisar adivinhar como cada tribunal escreveu.
E há ainda outras formas de buscar, além destas três: por número de processo CNJ, por área do direito (a ontologia), por expressão regular e pelo grafo de citações. Cada pergunta pede uma porta de entrada diferente.
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